Killing me softly

Ms. Lauryn Hill, agradeço a experiência e inspiração. Preciso muito falar sobre o frenesi que sinto com esta sua obra de arte.

“Dedilhando minha dor com seus dedos. Cantando minha vida com suas palavras. Matando-me suavemente com a sua canção.”

Eu li há pouco que o tema deste texto, a canção “Killing Me Softly With His Song”, composição de Charles Fox e Norman Gimbel, teve inspiração num poema de Lori Lieberman, que ela escreveu depois de ver Don McLean cantando a música “Empty Chairs”.

Procurei pela música. E senti cada nota dedilhada no violão, junto com o timbre da voz dele cantando, baterem forte dentro da minha mente. Tive uma viagem ao imaginar a Lori curtindo o som dele e pirando logo de cara. Pensa a doideira que deu na cabeça daquela mulher na hora?

Porém, agora que fiz a introdução necessária… Depois de todo o ciclo de inspirações e canções, de tantos que já interpretaram esta música (e depois de ter descoberto a fonte!) eu estou aqui para falar de uma versão específica.

Acompanhe a letra no idioma em que você entender melhor. 🙂 Só curte… Depois continue comigo.

O que eu sinto cada vez que ouço essa versão deve chegar perto do que a Lori sentiu lá no início com Empty Chairs. Me remete a quando eu me conecto demais com a história de um filme ou quando uma música parece ter sido feita para mim, ou escrita por mim!

Dá vontade de me apaixonar perdidamente de novo, dá saudade dos meus primeiros amores. De quando eu observava cada passo e gesto bobo do menino que eu gostava na infância. Achava maravilhoso, um deus jogando bola no recreio.

Ele me escrevia cartas com desenhos, pequenas frases que eu ficava extasiada lendo e me sentindo a menina mais feliz do mundo ao ser admirada por ele. Geralmente eu respondia com uma folha inteira de vários “eu amo você” ou uma letra de rock que a gente curtia. (Sim, mamãe, sou do rock desde neném)

Meus olhos ficam marejados quando me recordo. Ele me matava aos poucos, me matava com carinho, com as palavras e os olhares… e a inocência daquele tempo que sem medo de errar digo que é a melhor lembrança que carrego.

Você já sentiu alguém levar embora pedaços de você? Você já sentiu seu coração ser arrebatado a ponto de achar que ia sair pela boca? De um sentimento que pode ser traduzido como AMOR? É isso aí que a Lauryn me faz pensar. Alguém que te olha e parece que sabe mais o que tem dentro dos seus olhos do que você.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s